Quisera um dia digitar no corpo da mensagem
As mensagens invisíveis digitadas no meu corpo.
Isadoríssima: grau superlativo absoluto sintético de ser Isadora
Naquele momento, o único lugar em que ele queria estar era lá, perto de um objeto; mesmo sem saber onde amarrar a conta mestra no tear. Naquela época, chovia a cântaros na cidade, numa visão macro os fenômenos meteorólogicos apresentavam relações e, na verdade, aquilo era um acontecimento só. Diante do ocaso e do incidente, de um trânsito caótico, da vivência do ritual católico, os cantos da cidade onde estão os teares, e até os passarinhos nas árvores, agradeciam as chuvas então, "pelo menos lavam o pó!". Chuvas homéricas, amores platônicos, cânones poéticos, questões éticas pairavam sobre a cidade. De mão em mão a poesia girava, foi assim mesmo quando ele recebeu um e-mail com textos de Hilda, que versavam sobre ausências, desconstruções, paixões, alos , mas também sobre vivências, definicoes, acasos e cavalos. ( E eu, mesmo aqui tentando não consigo lembrar onde é que no texto de Hilda, ela se referia a um "barco de asas..."). Naquele século, a Revolução Digital já grassava, novas 'criaturas' surgiam e fielmente reproduziam a mesquinhez de umas eras já ultrapassadas. Estranhamente, se deslizassem certo, ao mesmo tempo em que viviam a embriaguez do moderno, alguns seres ainda produziam o afeto. Naquele momento, passava-se já o tempo de acreditar, nada mais era surpresa ou algo para qual se pudesse atentar, só para raros ainda era interessante observar. Por isto, talvez fosse por isto, que naquele momento, o único lugar em que ele queria estar era lá, perto de um objeto.
O Presidente e seus ministros promulgam
indecências de excelências, e aproveitando o sol duas pessoas
namoram lascados na grama.
A política do beijo é a única oposição sincera no Brasil
Menina na Rede foi indicado pelo blogue da Anna Gabriela,
http://anna.gabriela.zip.net ao Prêmio Dardos.
Adorei! Para mim este prêmio é como uma troca de figurinhas virtual.
Com o Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Regras:
1 - Aceitar exibir a imagem.
2 - Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3 - Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos
Dia de finados sem chuva, atípico.
Em épocas de mudanças tão profundas, até as superstições mudam. Não choveu. Eu sou da época em que chovia e celebrava-se a memória dos nossos antepassados. A herança de uma família baseada em valores, e homenageava-se seus entes queridos.
Hoje não. Nem choveu.
Mesmo assim as pessoas cumpriram seus rituais e mantiveram seus valores.
E os valores?
Ah, hoje também vivemos a época das mudanças de valores, mudanças profundas. Nada mal para o que vivenciamos da Moderanidade.
Como parte do novo precisamos construir novos valores ou repensar em que andamos acreditando e o que nossa cultura nos impõe. Eu quero acreditar, mas...
Hoje não. Nem choveu.
Um blogue do estravagável.
Alguns lugares não suportam gente tão grande, gestos largos. Talvez, por isso balangamos na rede.Na convivência do afeto, loja de louças. A cara do Mário,que é gente como eu, que herdou o mundo agora. Somos atores e sujeitos de alguma coisa? Somos vividos e vívidos, porque inseridos/afogados no grande balde: a existência? E para toques de magia,nada como nossos voos em vassouras de bruxa, que fazem poeira subir. Neste século, carente de afeto, os profissionais da sensibilidade serão necessários, afinal a vida nos molha, formamos parcerias e nada como a Rede para a menina balangar , comunicar a alegria.
Reescrever minha história, fazendo seu roteiro, nós... artesãos de incomunicabilidades tão convenientes que nem mesmo poderemos esperar algo de nós?...
Não! Na verdade não é só isso...nossos campos brancos existencialistas... nosso quente leito solitário em dor
e talvez você tenha percebido minha vida como uma música triste que fale da felicidade... e realmente apavora sentir que essa tristeza precoce faz parte de nós.
Vou fumar um pouco, tudo, lembrar das luzes óleos em telas pouco iluminadas transparece o quê? é... agora, ... nossa literatura crua nos afasta do teatro para continuar fazendo de nós personagens inesperados.
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* Adalberto Arcelo, Suplemento Literário Puc-Mg/ Jornal Mulheres Emergentes, agosto/1996"
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Eu só queria te dizer que a arte está em tentar.