terça-feira, 28 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Há um incêndio sobre a chuva rala

Em épocas de silêncios, o provedor fica puto, eu acho. E o blogue nem fala nada, se é que ele fala. É a Menina na Rede off-line, sem fazer contato. Como uma caixa de email que vc não abre há muito tempo. Caiu? A rede continua a balançar? Mas a menina nem quer comunicar? Ou sei lá?

Sei que as tessituras e tramas, da aurora literária (imagem do Mário, meu rei) ainda se cruzam. Os fios estão aí, falta é olho clínico para enxergá-los e puxá-los. Observar as mudanças da lua, as mudanças de temperatura, de rostos, acontecimentos e cenários. Nos momentos muito graves, ouve-se um blues ou algo que o equivalha, nos momentos agudos, um bom copo de gim, na ausência dele, haveremos de nos embriagar de qualquer coisa, inclusive de Baudelaire.

Deixa, deixa. Diriam os sábios. A grande roda da fortuna, clichezão literário para a 'mudança', continua a girar e mesmo estando em silêncio, pois a menina anda numa onda tonta, podemos utilizar outra voz, para falar: "para quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba nos seu sonhos..."

Vamos aprender, então, vamos lá!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Carta de um Jovem Senhor à Musa

Belo Horizonte, março de 2009.

Que lindo o outono no Rio. Mas meus sins são meus nãos (ou vice-versa). O que importa mesmo é o nosso desejo para uma vida boa. Não tem forma, principalmente nessa ciranda da paixão:
"É preciso afrouxar a roupa e recuperar o paladar."

No extremo a gente aparece com dor, com idéias, posicionamentos, dúvidas (...) somos nós em territórios e deslimites, para talvez buscar outras moradas. É é disso que não podemos abrir mão, já que essa potência de vida que se afirma é o que nos faz brilhar.

Digo potência não somente no seu estado de plenitude e alegria, mas na situação também de sentir as marcas no corpo que nos forçam a pensar onde está o nosso desejo.
Estamos sozinhos e a vida é para encontro.

Tenho muito receio, talvez pelas leituras que ando fazendo de Foucalt e Deleuze, desse poder sobre a vida ( nas suas múltiplas marcas). A mudança é com a gente, não cabe uma voz autoritária para nos aconselhar sobre o que nos falta ou sobre o que podemos ser. Temos que parar de ter medo de ficar sozinhos, já estamos, isso é fato. Reinventar amor? Também, mas sobre o nosso desejo, sobre a nossa vontade.

Mas, "gente é para brilhar e não para morrer de fome". É preciso pensar à partir do impasse o que nos permite brilhar com calma, com leveza. Sei que existem os momentos bonitos, mas é preciso considerar os limites em que perdemos a nossa alegria. Para tanto, não devemos nos violentar, nem nos julgar tanto. Somos imperfeitos e estamos em processo. Nós inventamos nossas histórias e elas devem ter a dimensão da fábula possível, com a promessa de incrementos, porém no nosso ritmo.

O bom é quando encontramos pessoas para criar junto, verdadeiros parceiros. Podemos viver sem tanto jogo? Com o coração mais aberto?
Essa é minha utopia.

Mário, O Cobra
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Mais textos do autor em: Quarando o eu na Estiagem


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2009

Beijões novos para dois mil e nove, Isa?

Beijões noves para dois mil e novos!

Beijões noves para dois mil e novo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

No corpo




Quisera um dia digitar no corpo da mensagem


As mensagens invisíveis digitadas no meu corpo.

The Uncle

Naquele momento, o único lugar em que ele queria estar era lá, perto de um objeto; mesmo sem saber onde amarrar a conta mestra no tear. Naquela época, chovia a cântaros na cidade, numa visão macro os fenômenos meteorólogicos apresentavam relações e, na verdade, aquilo era um acontecimento só. Diante do ocaso e do incidente, de um trânsito caótico, da vivência do ritual católico, os cantos da cidade onde estão os teares, e até os passarinhos nas árvores, agradeciam as chuvas então, "pelo menos lavam o pó!". Chuvas homéricas, amores platônicos, cânones poéticos, questões éticas pairavam sobre a cidade. De mão em mão a poesia girava, foi assim mesmo quando ele recebeu um e-mail com textos de Hilda, que versavam sobre ausências, desconstruções, paixões, alos , mas também sobre vivências, definicoes, acasos e cavalos. ( E eu, mesmo aqui tentando não consigo lembrar onde é que no texto de Hilda, ela se referia a um "barco de asas..."). Naquele século, a Revolução Digital já grassava, novas 'criaturas' surgiam e fielmente reproduziam a mesquinhez de umas eras já ultrapassadas. Estranhamente, se deslizassem certo, ao mesmo tempo em que viviam a embriaguez do moderno, alguns seres ainda produziam o afeto. Naquele momento, passava-se já o tempo de acreditar, nada mais era surpresa ou algo para qual se pudesse atentar, só para raros ainda era interessante observar. Por isto, talvez fosse por isto, que naquele momento, o único lugar em que ele queria estar era lá, perto de um objeto.