
Por Felipe Luiz Fatarelli em: http://www.flickr.com/photos/felipearte
Isadoríssima: grau superlativo absoluto sintético de ser Isadora
Naquele momento, o único lugar em que ele queria estar era lá, perto de um objeto; mesmo sem saber onde amarrar a conta mestra no tear. Naquela época, chovia a cântaros na cidade, numa visão macro os fenômenos meteorólogicos apresentavam relações e, na verdade, aquilo era um acontecimento só. Diante do ocaso e do incidente, de um trânsito caótico, da vivência do ritual católico, os cantos da cidade onde estão os teares, e até os passarinhos nas árvores, agradeciam as chuvas então, "pelo menos lavam o pó!". Chuvas homéricas, amores platônicos, cânones poéticos, questões éticas pairavam sobre a cidade. De mão em mão a poesia girava, foi assim mesmo quando ele recebeu um e-mail com textos de Hilda, que versavam sobre ausências, desconstruções, paixões, alos , mas também sobre vivências, definicoes, acasos e cavalos. ( E eu, mesmo aqui tentando não consigo lembrar onde é que no texto de Hilda, ela se referia a um "barco de asas..."). Naquele século, a Revolução Digital já grassava, novas 'criaturas' surgiam e fielmente reproduziam a mesquinhez de umas eras já ultrapassadas. Estranhamente, se deslizassem certo, ao mesmo tempo em que viviam a embriaguez do moderno, alguns seres ainda produziam o afeto. Naquele momento, passava-se já o tempo de acreditar, nada mais era surpresa ou algo para qual se pudesse atentar, só para raros ainda era interessante observar. Por isto, talvez fosse por isto, que naquele momento, o único lugar em que ele queria estar era lá, perto de um objeto.
Um blogue do estravagável.
Alguns lugares não suportam gente tão grande, gestos largos. Talvez, por isso balangamos na rede.Na convivência do afeto, loja de louças. A cara do Mário,que é gente como eu, que herdou o mundo agora. Somos atores e sujeitos de alguma coisa? Somos vividos e vívidos, porque inseridos/afogados no grande balde: a existência? E para toques de magia,nada como nossos voos em vassouras de bruxa, que fazem poeira subir. Neste século, carente de afeto, os profissionais da sensibilidade serão necessários, afinal a vida nos molha, formamos parcerias e nada como a Rede para a menina balangar , comunicar a alegria.
Reescrever minha história, fazendo seu roteiro, nós... artesãos de incomunicabilidades tão convenientes que nem mesmo poderemos esperar algo de nós?...
Não! Na verdade não é só isso...nossos campos brancos existencialistas... nosso quente leito solitário em dor
e talvez você tenha percebido minha vida como uma música triste que fale da felicidade... e realmente apavora sentir que essa tristeza precoce faz parte de nós.
Vou fumar um pouco, tudo, lembrar das luzes óleos em telas pouco iluminadas transparece o quê? é... agora, ... nossa literatura crua nos afasta do teatro para continuar fazendo de nós personagens inesperados.
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* Adalberto Arcelo, Suplemento Literário Puc-Mg/ Jornal Mulheres Emergentes, agosto/1996"
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Eu só queria te dizer que a arte está em tentar.