segunda-feira, 23 de junho de 2008

Porrada na mulera



Fim de semana Punk

Fim de semana de pura atitude Rock&sex&drugs.Tudo muito corrido, quinhentas mil coisas para fazer.Mas valeu a pena, novamente, mais um grande encontro de amigos no circuito Maletta, Cine Humberto Mauro, Sta Tereza, Jack Rock Bar com muito rock Raul e Beatles, com direito a se perder na madrugada da cidade.

Pra quem é adepto do versinho dos Los Hermanos: " para nós dois sair de casa, já é se aventurar..." eu tô demais mesmo. Muita agitação, burburinho da cidade, das potências pessoais. Mas vá lá, também a alegria e a poesia, com os amigos.

E ainda tem as lidas pessoais, das vozes internas, dos momentos circunspectos, da necessidade e/ou possibilidade da criação.Acaba que vida de escritora não é fácil mesmo, pois é difícil ser autista, aliás, é um grande aprendizado ter que matar personagens, ter que fingir que é, depois que não é, confundir o texto, o diálogo, o tempo, o cenário, tudo nesta simultaneidade da rede. Ufa!

Dói no coração da gente, afinal tem toda aquela carga emocional, a famosa busca do real e do irreal no texto. Tem hora que tem que parecer verdadeiro, mesmo sendo ficção e tem hora que é puro soco na cara das verdades ditas (tipo Ana C.) fingindo que não são. Ai Jesus,acende logo a Luz que amanhã é segunda feira, e de tanto rock meu coração tá bem punked. É como diz Tayler Durden:"This is your life:



P.S.Dou moral mesmo é para a Marla.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sons do Blogue

E por falar em beleza, andei refletindo também que é possível postar os sons do blogue aqui.Portanto, farei isto na minha lista da last.fm
Já postei alguns sons do blogue muito legais e significativos, como por exemplo, My sweet Lord, do George Harrison (descobri que minha veia Beatles tem muito do George)ou então San Vicente de Milton, maravilhosa ou até mesmo Earth, Wind and Fire Fantasy.

Para ouvi-las é só clicar no link da minha lista de música abaixo, a direita.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Grupo Corpo




O corpo e a multidão


Não quis nem saber: peguei o ônibus na Pça da Liberdade sentido campus da universidade para ver o Grupo Corpo, afinal eles estavam se apresentando na reitoria da UFMG, imperdível.Desci no campus, as escuras (pois haviam apagado as luzes) naquela penumbra da Praça de Serviços,um palco gigante. E uma multidão. Me remeteu logo às clássicas multidões, que me causam, uma já adiantada gentofobia.

Uma delas foi a final do Comida de Boteco. Fala sério gente! Multidões se aglomerando em torno do cool do mais legal, o mais na moda possível.Só de pensar que foi engarrafamento para chegar à região do Minas Shopping, dificuldades para estacionar, filas para entrar e adivinha? Multidões! Muita gente e uma mega produção no espaço! Pensei cá com os meus botões: a gente é maluco mesmo né? O que é que eu to fazendo aqui frequentando multidões? Com estes rótulos? Sei, sei, é apenas um pensamento banal, diria.

Outra ocasião em que me deparei com a multidão, foi na calourada da Puc-MG. Até que foi legal, mas como sempre,dá um frio na barriga até me acostumar com muita gente. Achei punk a estrutura da tenda eletrônica e um palco gigante! Mais ainda os artistas, pois nos shows dos Mutantes, a gente estava se sentindo na década de 1960!
E pra mim o Tom Zé virou guru.Compreendi que ele se propôs mesmo ao papel artista crítico palhaço contundente performer e nao tá nem aí.( Até porque ele tem moral pra ser assim pois tem uma cabeça pensante e pulsante, super tiozinho).
Foi demais, apesar da multidão. E estes espaços ( tenda eletrônica - palco) meio que subdivide a multidão, pois é possível observar a linguagem corporal, gestual, a maneira de vestir, de se comportar das pessoas e tals... Muito bom frequentar estes lugares, remetem-nos a diversidade:Gente maluca sim, mas também gente afinada...(se é que vc me entende, mano)

Voltando ao Grupo Corpo, me deparei com a multidão assistindo à apresentação, e com esta diversidade que me refiro. Havia ali não somente universitários, mas muita gente pertencente a comunidade universitária, crianças e tals. Lidar com multidões é isto, várias particularidades que formam uma homogeneidade.Rapidamente me enfiei no meio dela, me divertindo ao observar a maneira das pessoas de se comportar e de ocupar o espaço, uma relação direta com o corpo.(sacou aí o trocadilho, mano?).

Ocupei um lugar de frente ao palco, no gramado da reitoria. Permaneci ali, quietinha cercada de gente "da diversidade" admirando o talento, a empatia e a técnica do Grupo Corpo. E é claro que companhias assim nos proporcionam um orgulho duplo.Prazer enorme num dia de semana a noite, pela iniciativa da UFMG em trazê-los e pela possibilidade de atestar a beleza, das Minas, em seu estado bruto.


sábado, 14 de junho de 2008