terça-feira, 6 de maio de 2008

Objetos perdidos, poéticas achadas.

"Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão"



Quando eu me vejo, já saí por aí.
da Praça da liberdade, ao campus da universidade
pelos vãos da cidade.
Os letreiros a poluir, as imagens que surgem então
são os senões, o trânsito caótico, a emoção.

E pensar que queria brincar,
de cabocla, de caloura, de mocinha-mulher.
Nos detalhes, que eu deixava de olhar.
a poesia querendo passar.

Na inversão das VITRINES DE CHICO,
quando quem olha é que é visto,
inversão de olhares é isto:
ou mais que isto.

E, na calorosa calourice da Isa
educando os olhos pra enxergar mais ainda
encontrei objetos esquecidos: sacolas, cosméticos,
cartões de banco perdidos.

E eu que buscava os efeitos,
prontamente me propus a devolver os objetos.
Devolvê-los aos donos, ao certo, pois só os objetos
não são, sozinhos, poéticos.

Eles é que me acharam, para tutelar sua permanência
e concluir a dádiva de fazê-los girar e ser devolvidos
aos seus donos.

Enquanto isto, nas vitrines expostas ao reflexo,
quero aprender é com Chico: CATAR A POESIA
QUE A VIDA ENTORNA NO CHÃO.

Um comentário:

Mário disse...

que lindo! eu não conhecia. em que contexto? em que volta da camaleoa? em que pedra? em que poesia? em que vitrines? percurso? praça? elevadores?
me molha, vida!
beijos, beijos!